domingo, 20 de maio de 2007
sexta-feira, 18 de maio de 2007
A Solidão
Ah! Que dor que sinto em meu peito! A solidão me visita em meio a multidão de pessoas. Às vezes, seria bom ser surpreendido por você, ao menos uma vez. Cadê você que não responde ao meu chamado. Demorei uma infinidade de tempo para te encontrar, mas de fato, foi uma delícia te esperar; pois talvez a sua solidão parecesse com a minha. Essa mesma fraqueza talvez me tenha feito menino à espera do amor. Em suma, queria apenas um pouco de atenção. Esse é o motivo pelo qual cada um procura sua contraparte para encontrar equilíbrio, sua outra metade perdida desde muito. Ah! Agora entendo Stendhal que fazia loucuras por amor. Também sinto como se me visitasse, apenas para me dar um pouco de oxigênio para que depois eu lhe procure - no intuito de ainda continuar vivo. Assim é o amor! Assim é dependência da natureza desse sentimento que nos remete à angústia e toda a beleza e horror do convívio humano.
domingo, 13 de maio de 2007
O medo
A palavra "medo" já nos remete à ansiedade de relacionar-se a um objeto determinado. Esse medo é o fruto da conscientização de que nós estamos totalmente sozinhos e dependentes de si próprio. O desespero se torna maior quando essa dependência é transferida para alguém... A suposta liberdade ratifica que temos a responsabilidade do acerto. A conformidade presente nessa sociedade hipócrita estaria associada ao suposto conforto o que seria uma estrutura para os covardes. Eu sou covarde, admito! tenho medo de enfrentar algumas situações e às vezes a conformidade penetra em minha alma. Aceitar esse destino na minha vida é viver "autenticamente" como afirma Sartre. A minha verdade, a "verdade subjetiva" é que me ajudará a enfrentar a inquietação de minha alma. Ou melhor, "O Medo".
quinta-feira, 10 de maio de 2007
A Felicidade Existe?
Aristóteles afirma que: "a felicidade é objetivo último da humanidade". Isso não significa que levamos à risca. Às vezes, ou sempre, tentamos equilibrar os termos distintos, um meio-termo feliz em todas as coisas, mas não conseguimos. Confundimos ambição com "Felicidade". O objeto é a ambição dos humanos, na crença de conquistar o mundo; à questão da posse, seja ela qual for, é verossímil. Quando nos apossamos do "objeto", o mesmo, já faz parte de nossas conquistas, o que nos leva a arriscar em outras esferas. Não somos felizes. E isso nos remete à angústia, que é causada pela escolha do objeto. E essa é a confusão! A crença de que o "objeto" trará a "Felicidade". Esse objeto - que a meu ver - pode ser à busca do materialismo, é o afastamento da verdadeira essência humana - Julgamos as pessoas pelas suas posses, seja uma ação consciente ou não. E essa posse é associado à felicidade - que até agora não sabemos o que é. Acredito que tenhamos momentos de felicidade, e que esses momentos nos darão uma sensação de tranqüilidade - mas essa comoção é efêmera, e essa posse será rapidamente substituída pela incerteza.
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