quinta-feira, 10 de maio de 2007
A Felicidade Existe?
Aristóteles afirma que: "a felicidade é objetivo último da humanidade". Isso não significa que levamos à risca. Às vezes, ou sempre, tentamos equilibrar os termos distintos, um meio-termo feliz em todas as coisas, mas não conseguimos. Confundimos ambição com "Felicidade". O objeto é a ambição dos humanos, na crença de conquistar o mundo; à questão da posse, seja ela qual for, é verossímil. Quando nos apossamos do "objeto", o mesmo, já faz parte de nossas conquistas, o que nos leva a arriscar em outras esferas. Não somos felizes. E isso nos remete à angústia, que é causada pela escolha do objeto. E essa é a confusão! A crença de que o "objeto" trará a "Felicidade". Esse objeto - que a meu ver - pode ser à busca do materialismo, é o afastamento da verdadeira essência humana - Julgamos as pessoas pelas suas posses, seja uma ação consciente ou não. E essa posse é associado à felicidade - que até agora não sabemos o que é. Acredito que tenhamos momentos de felicidade, e que esses momentos nos darão uma sensação de tranqüilidade - mas essa comoção é efêmera, e essa posse será rapidamente substituída pela incerteza.
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7 comentários:
me identiquei muito neste texto, devido a situação em que estou passando, continue com esses pensamentos amigo. Amigo pela essência. É veio é melhor começar a pensar sobre a filosofia, tu têm talento.
Eduardo, parabéns pela criação do blog. Os textos são superinteressantes. Continue assim, caro professor!
Grande abraço.
Sérgio Simka
Universidade do Grande ABC
Um excelente texto! Em suma, não sabemos definir o que é felicidade. Acho que nunca a senti! Um abraço!
"Julgamos as pessoas pelas suas posses, seja uma ação consciente ou não."
Eu estava justamente falando sobre isso com o Felipe agorinha!
Rsrsrsrsrs
Até mandei a frase pra ele.
Agora sim consegui entrar no seu blog! Depois te passo o link do qual eu acessava e não entendia nada! Rsrsrs
Beijos!
Como diria um psicanalista, a relação que uma pessoa estabelece com seu obejto de desejo nos dá indicativas de quem ela é,digo, qual sua estrutura de personalidade. Sendo assim, como não temos uma única estrutura (ainda bem, porque seria muito chato se todos fossemos iguais)a constante busca por prazer ou felicidade escrita aqui por você refere-se a uma estrutura: a neurótica.Cada estrutura se relaciona de maneiras diferentes com seus objetos de desejo.
Dessa forma, tal relação faz parte do que vc chama de essência humana, uma vez que é através dela que o homem se constitui enquanto sujeito singular.
Vale a pena dar uma bisbilhotada em alguns textos, pricipalmente do Freud, que descrevem as estruturas humanas e suas relações com objetos de desejo.
Porém, não estou justificando o gigantesco e covarde consumismo que vemos hoje, apenas tentei trazer outros elementos para tentar definir felicidade.
Beijos
"Essência humana"? O que seria isso? Na minha concepção a "felicidade" é apenas um platonismo vulgar da "Esperança". Uma outra forma de dizer isso. Já que a mesma é o último mal restante na caixa de Pândora que tem como única função prolongar o tormento. O que é a felicidade senão isso?
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